Barra da Lagoa
A Barra se caracteriza pela ocupação com um núcleo de pescadores que se concentrou ao longo do canal de comunicação da Lagoa com o Oceano. Liga-se à Lagoa por via rodoviária desde 1847, data da construção da primeira ponte sobre o canal.
Faz parte dos atrativos culturais da Barra um sítio arqueológico de grande importância. São oficinas líticas que se destacam nas pedras do canal da Barra. Essas superfícies côncavas com alisamentos na forma de pratos, feitas sobre blocos de granito semi-enterrados na areia, localizados junto à boca do rio comprovam que a região foi ocupada por ancestrais indígenas há milhões de anos. Essas oficinas líticas são os lugares onde os instrumentos de caça pesca e coleta eram elaborados. As depressões nas pedras em forma de bacias serviam para amolar, polir e afiar instrumentos.
Posteriormente, a Barra da Lagoa acolheu o núcleo de pescadores artesanais. Foi um prolongamento da ocupação da Lagoa da Conceição por imigrantes açorianos há duzentos e cinqüenta anos atrás. Concentrou sua ocupação ao longo do canal de comunicação da Lagoa com o oceano. Sobre este canal foi construída, em 1983, uma ponte pênsil, que liga a praia da Barra a um pequeno recanto. A atividade da pesca artesanal ainda é bastante forte, gerando abundância de pescado que pode ser consumido no local, nos muitos restaurantes e bares especializados nessa gastronomia. Hoje o local é praia de intenso movimento turístico, pela qualidade de suas águas e exuberância da paisagem, especialmente junto ao canal sangrador das águas da Lagoa.
A Barra ainda apresenta forte herança das suas raízes culturais, nas feições do povo, no linguajar, nas atividades tradicionais tais como a produção de trançados - renda e tarrafa - e na gastronomia oferecida.